Mirante de Piranhas

Postado em 06/09/2016

Mirante de Piranhas

O Mirante Secular da aconchegante cidade de Piranhas (AL) foi construído no século XIX, como uma espécie de pequeno farol para orientar as embarcações a vapor que se arriscavam pelo Rio São Francisco.

Existem dois caminhos que levam ao mirante. Um pelo qual os visitantes podem chegar mais rápido de carro, o acesso é através de uma pequena estrada à direita antes da entrada da cidade histórica (essa estrada possui sinalizações de placas do mirante e do restaurante Flor de Cactus que fica no mesmo local). O outro que é preferido por aqueles que estão mais dispostos, parte de dentro da cidade e é preciso encarar os 364 degraus da íngreme escadaria que leva até o mirante. Apesar de um bom exercício, a segunda opção tem algumas vantagens memoráveis como poder observar a bela vista em diferentes ângulos e, se o visitante der sorte, poderá flagrar a animada Dulce “Meneguel” cantando e dançando alguma música de reisado ou qualquer outra do cancioneiro popular, numa energia única que esconde seus 68 anos. 

Antes de subir pelas escadarias, dependo do dia da semana e horário, é possível escutar os acordes de alunos da Escola de Violão Altemar Dutra. Minha passagem pela cidade foi em um fim de tarde de uma quarta-feira e, andando pelas ruas de pedra em direção às escadarias do mirante, pude escutar vindo da casa antiga que abriga a escola de violão, os belos acordes dos metais de uma bandinha executando “Meu Erro”, de Herbert Viana. Também é possível perceber ecoando de algumas casas de Piranhas, a voz seresteiro Altemar Dutra. Canindé (SE), município vizinho, também possui um clube como o nome do cantor. Tantas homenagens não são sem motivo: Altemar Dutra costumava se refugiar na região para apreciar a beleza do Rio São Francisco e tocar seu violão em noites enluaradas.

A localidade de Piranhas data do século XVII, quando ainda era conhecida como Tapera, mas somente foi emancipada como vila em 1887. Uma história passada através de várias gerações é contada na região quando se tenta explicar a origem do nome do município: um caboclo pescou uma grande piranha em um riacho que hoje tem o mesmo nome do peixe; preparou e salgou a iguaria. Foi quando o se deu conta que havia esquecido seu cutelo (uma espécie de faquinha) no local da pesca pedindo a seu filho que fosse buscar o utensílio no porto da piranha. De tanto o pescador contar a história e associar o nome do peixe ao local, o antigo povoado ficou assim batizado.

 

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